Jerusalém - Um casal de colonos israelenses e cinco palestinos morreram na madrugada de ontem em um atentado palestino na Cisjordânia e em dois ataques frustrados na Faixa de Gaza. Os atos terroristas aconteceram horas antes da partida do primeiro-ministro Ariel Sharon para Washington.
O primeiro atentado aconteceu em um novo núcleo de colonização próximo à colônia principal de Jerusalém. Os guardas militares da colônia reagiram matando um dos atacantes palestinos, enquanto o outro conseguiu fugir para a localidade vizinha de Halhul. A mulher israelense estava grávida, um dos feridos está em estado grave e os outros cinco, militares, têm feridas leves.
Segundo moradores, o Exército israelense entrou em Halhul e Beit Omar, impondo o toque de recolher e decretando que o setor passaria a ser ‘‘zona militar fechada’’.
Na Faixa de Gaza, quatro palestinos foram mortos em dois ataques fracassados, um próximo ao ponto de passagem de Sufa e o outro nos arredores da colônia Dugit, ao Norte de Gaza.
Os corpos dos dois palestinos foram encontrados pelo Exército. Eles teriam sido mortos por uma explosão no setor de Sufa, próximo da cerca elétrica que separa a Faixa de Gaza do território israelense. O Hamas reivindicou o atentado por alto-falantes na cidade vizinha de Rafah, anunciando a morte de três de seus membros na explosão.
Outros dois palestinos armados que queriam chegar a nado à colônia Dugit, ao norte de Gaza, foram feridos, ainda em terra, pela Marinha israelense. Foi encontrado o corpo de um deles. O Exército acredita que o outro tenha morrido, mas até ontem seu corpo ainda não havia sido encontrado.
Em Washington, o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon pedirá a exclusão do presidente Arafat das futuras negociações de paz.

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