Atentado-suicida póe paz em rísco
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quarta-feira, 20 de março de 2002
France Presse 
JerusalémOito pessoas morreram ontem em um novo atentado suicida palestino no Norte de Israel, perpetrado horas antes de uma reunião crucial com o enviado norte-americano à região, Anthony Zinni, que desejava declarar uma trégua entre as partes. O palestino detonou a carga de explosivos que levava na parte traseira do ônibus, que estava lotado e fazia o trajeto entre Tel Aviv e Nazaré, no Norte de Israel, explicou Ron Ratner, porta-voz de Egged, a cooperativa de transportes proprietária do ônibus. Segundo o porta-voz, os passageiros eram em sua maioria árabes israelenses que iam para o trabalho.
Além dos mortos, há mais de 30 feridos, seis deles em estado grave, adiantaram fontes hospitalares.
O atentado ocorreu em um setor situado próximo da linha verde, que separa o território israelense da Cisjordânia.
O grupo palestino de resistência Jihad Islâmica reivindicou a autoria do ataque em um telefonema à AFP. O autor do atentado, Rachad Abu Siak, tinha 20 anos e era oriundo da localidade de Silat al Dhar, entre Nablus e Jenin, no norte da Cisjordânia, precisou o interlocutor anônimo.
SharonO primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, ao reagir ao atentado, afirmou que tomará as medidas necessárias e acusou o presidente Yasser Arafat de não ter abandonado a política do terrorismo.
Yasser Arafat não abandonou a política do terrorismo. Não tomou até agora nenhuma medida (para acabar com a violência). Não deu instrução nenhuma nesse sentido. Em consequência, tomaremos as medidas que correspondem, declarou Sharon à emissora de rádio oficial israelense.
Sharon, segundo a rádio, expôs a gravidade da situação ao mediador norte-americano Anthony Zinni, enviado à região para tentar conseguir uma trégua.
Sem acordoIsraelenses e palestinos não chegaram a um cessar-fogo depois de uma reunião, ontem, da alta comissão de segurança formada por representantes de ambas as partes, anunciou a rádio israelense. Havia esperanças de que o encontro servisse para abrir caminho a uma trégua. Entretanto, o atentado da manhã contra um ônibus, em Israel, certamente minou as possibilidades de entendimento, segundo os observadores.
BushO presidente dos Estados Unidos George W. Bush disse ontem que estava frustrado por causa da violência no Oriente Médio, mas prometeu trabalhar duro visando a conquista de um cessar-fogo entre isaelenses e palestinos.


