JerusalémUm terrorista-suicida fez explodir ontem uma bomba que trazia junto ao corpo num hotel em Netanya, norte de Tel Aviv, matando pelo menos 15 israelenses e ferindo mais de 100 pessoas, segundo números divulgados pela televisão pública israelense. De acordo com os médicos, 15 feridos estão em estado grave. Todos foram levados de ambulância para hospitais da região. O camicase também morreu no ataque. Ele conseguiu entrar no Park Hotel, na rua Rei David, onde ativou a carga explosiva, no restaurante do estabelecimento, que estava repleto durante a celebração da Páscoa judaica, informou a polícia citada pela rádio israelense.
Trata-se do pior atentado desde 2 de dezembro passado, quando uma bomba explodiu num ônibus em Haifa (norte de Israel), causando 15 mortos, além do palestino suicida.
O hotel foi fortemente atingido pela explosão. Veículos estacionados na entrada do prédio também foram atingidos pela onda explosiva.
O camicase conseguiu perpetrar o ataque, apesar do estado de alerta geral em todo o território israelense.
Desde a parte da manhã 10.000 policiais israelenses estão em alerta geral por temor a um atentado no dia da celebração da Páscoa judaica que começou na noite de ontem com a tradicional ceia.
Hamas reivindica autoriaO braço armado do movimento islâmico radical Hamas reivindicou o atentado suicida cometido ontem em Netanya, norte de Tel Aviv. A televisão por satélie Al Jazira destacou que tinha recebido um telefonema de alguém que se identificou apenas como membro das Brigadas Ezzedin al Qassam, braço armado do Hamas, reivindicando o atentado.
Por sua vez, a rede Al Manar do movimento xiíta libanês Hezbolá anunciou que um intelocutor anônimo, que falava em nome da Brigadas Ezzedin al Qassam, comunicou que seu grupo tinha cometido o ataque.
Direção palestina condenaA direção palestina condenou com firmeza o atentado suicida de Netanya e anunciou sua intenção de punir os responsáveis.
‘‘A direção palestina condena a operação de Netanya contra civis israelenses, principalmente no dia da Páscoa judaica’’, informou um porta-voz em comunicado divulgado pela agência oficial WAFA. ‘‘Vamos atuar com severidade contra a parte que assume o atentado e adotar todas as medidas necessárias para levar os responsáveis à justiça’’, segundo a nota.
A direção palestina considera que o atentado foi ‘‘dirigido contra a reunião de cúpula árabe de Beirute e contra a missão do emissário americano Anthony Zinni’’ destinada a conseguir um cessar-fogo entre as partes.
Zinni continuaO secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, informou que o enviado americano Anthony Zinni continuará no Oriente Médio para levar adiante as tentativas de um cessar-fogo.

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