Atentado em Karachi mata oito
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sexta-feira, 14 de junho de 2002
Mazzar Abbas<br>France Press 
Karachi, Paquistão - Oito pessoas morreram e quarenta ficaram feridas, ontem, num atentado com carro-bomba contra o consulado norte-americano em Karachi, o grande porto ao Sul do Paquistão, segundo balanço da polícia. Era um carro-bomba (...) parece que foi um ataque suicida, declarou à AFP o chefe da polícia de Karachi, Tariq Jamil. Vinte e seis feridos estão em estado grave, segundo uma fonte médica.
Entre os mortos, estão dois policiais encarregados da segurança do consulado, segundo Syed Kamal Shah, chefe da polícia da província de Sindh, da qual Karachi é capital.
O autor do atentado, que se encontrava no veículo, e uma mulher também estão entre os mortos, afirmaram fontes policiais. Segundo um porta-voz da embaixada dos Estados Unidos em Islamabad, seis funcionários do consulado um norte-americano e cinco paquistaneses ficaram levemente feridos devido a estilhaços lançados pela explosão. A embaixada norte-americana não confirmou se, entre os mortos, está um oficial da segurança particular colocado em frente ao consulado.
Este atentado aconteceu um dia depois da visita ao Paquistão do secretário norte-americano de Defesa, Ronald Rumsfeld, cuja missão era diminuir a tensão entre Índia e Paquistão, em relação à Caxemira.
Pelo menos três corpos ficaram em pedaços, afirmou uma fonte policial paquistanesa. Segundo a polícia, o carro-bomba seria uma caminhonete que estava em movimento quando aconteceu a explosão, abrindo um buraco na rua onde fica o consulado.
Vários vidros se partiram e uma dezena de carros foram danificados, segundo testemunhas. A explosão destruiu parte do muro externo do consulado, mas a porta principal da entrada ficou intacta, confirmou um jornalista. A própria estrutura da representação diplomática sofreu danos, disse um porta-voz da embaixada dos EUA em Islamabad.
Desde o atentado do dia 17 de março em Islamabad a embaixada dos Estados Unidos no Paquistão tinha ordenado a seu pessoal não essencial e familiares que abandonassem o país.


