Curitiba Apesar das dificuldades que o poder público enfrenta para manter o sistema de saúde e das reclamações constantes por parte da população, o diretor do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná, Giovanni Loddo, avalia que a saúde pública melhorou bastante de forma geral, pois hoje mais pessoas têm acesso a tratamentos mais caros e cirurgias delicadas, o que antes não era possível. ''O dinheiro não é pouco, mas ainda assim é insuficiente'', comenta Loddo.
De acordo com ele, parte da sobrecarga do sistema de saúde se deve ao fato de a população procurar direto um especialista num hospital maior, como o HC, e não o clínico geral no posto de saúde próximo a sua casa. ''Cerca de 70% a 80% dos problemas médicos são comuns e podem ser resolvidos por um generalista. Não é toda dor de estômago que precisa ser tratada por um gastroenterologista. Falta conscientizar a população para esse fato, isso já diminuiria as filas nos hospitais de especialidades e o atendimento seria melhor'', analisa o diretor do HC.
No caso de pequenos municípios, que não têm condições de manter estrutura e atendimento completo, Loddo frisou que o caminho são os consórcios de saúde, que possibilitam a racionalização dos recursos. Através dos consórcios, equipamentos são usados para atender a população de mais de uma cidade, otimizando a aplicação dos recursos. (M.D.)

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