Até vice-governador e delegado foram invocados por Barros
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terça-feira, 15 de abril de 2008
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
As gravações anexadas ao processo criminal contra o ex-vereador Henrique Barros (sem partido) mostraram que, ao ser preso, ele tentou apelar até para o vice-governador do Estado Orlando Pessuti (PMDB), então seu colega de partido, além de alegar ter medo de ser morto por um vereador caso fizesse denúncias. Parte dos detalhes inéditos da prisão e que vêm à tona com a divulgação desse material estão também justamente na reação de Barros diante da inesperada prisão: por mais de uma vez, por exemplo, ele solicita ser levado até o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Luiz Barroso, filiado ao PMDB.
Sob a justificativa de ''assegurar a lisura da ação empreendida e o tratamento adequado às funções dos funcionários públicos pertencentes às Instituições que compõe o Gaeco'', o Ministério Público (MP) decidiu encaminhar ao juiz substituto da 3 Vara Criminal, Marcos José Vieira, três DVDs contendo gravações do momento da prisão de Barros, das primeiras conversas com os promotores e do depoimento oficial prestado a um delegado de Polícia. O material foi admitido como prova pelo juiz, mas Vieira disse não poder adiantar se será relevante na hora de emitir a sentença.
Além dos DVDs, a promotora Sandra Regina Koch solicitou que seja juntada aos autos cópia de reportagem da FOLHA, publicada com exclusividade, na semana passada, em que o empresário Alexandre Guimarães desmente a última versão de Barros. Outro aspecto destacado por ela, nos autos, foram as passagens que comprovariam o tratamento amistoso dispensado ao interrogado em janeiro.
O juiz afirmou que as gravações constituem ''mais uma prova'', que será confrontada com outras ao final do julgamento. Ele ressaltou ainda que ''é direito do réu não se auto-incriminar'' e que Barros não pode ser incriminado ''seja por mentir, ou omitir fatos''.


