Até o fim da semana a dívida será paga, garante secretário
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quarta-feira, 05 de novembro de 1997
Curitiba e Londrina 
O secretário do Esporte e do Turismo, Osvaldo Magalhães dos Santos, assegurou ontem que o governo do Estado vai pagar a dívida com a rede hoteleira da região de Foz até o final da semana. Ele diz que já fez o empenho (previsão orçamentária) e que aguarda a liberação do dinheiro pela Secretaria da Fazenda. A liberação só não aconteceu ontem porque o secretário Giovani Gionédis passou a tarde ontem em Brasília, no Ministério da Fazenda.
Assim que o governador Jaime Lerner (PFL) soube das declarações do presidente do Sindicato dos Hotéis de Foz do Iguaçu e Região, Carlos Tavares, Magalhães dos Santos foi convocado para uma reunião no Palácio Iguaçu. Eu entendo a reivindicação do setor, que em Foz do Iguaçu passa por uma situação muito difícil. A taxa de ocupação é quase zero e todo mundo está apertado, mas não precisavam ter extrapolado e trazido isso a público, ressalva Magalhães.
O secretário afirma que o diálogo sempre esteve aberto e que o governo estadual nunca se recusou a pagar. Estávamos reunindo documentos para autorizar a liberação do dinheiro, completa. Magalhães dos Santos refere-se a cópias do contrato e das notas fiscais. Ele diz que o alto número de hotéis (14 ao todo) dificultou a reunião da papelada.
Osvaldo Magalhães dos Santos garante ainda que o restante dos débitos referentes aos Jogos Mundiais da Natureza já foram integralmente quitados. Já foram pagas, segundo ele, a dívida com a Varig, que comercializou passagens aéreas a pedido do governo; com os postos de gasolina e com o setor que forneceu alimentação para o evento.
Não é só a Secretaria de Esportes e Turismo que aguarda os recursos da Secretaria da Fazenda para colocar o caixa em dia. A Secretaria de Educação também espera a liberação até o final da semana da verba para pagamento do aluguel dos 137 prédios utilizados em Curitiba e no interior. O Estado não paga os aluguéis de núcleos regionais, escolas e centros de estudos supletivos há três meses - o custo mensal é de R$ 417 mil. A expectativa da Secretaria de Educação é de que pelo menos dois meses sejam quitados até o final desta semana.
No mês passado, o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, determinou a redução de 50% dos gastos com custeio em todas as secretarias. As verbas mensais para as contas de luz, água, telefone, aluguel, material de expediente, viagens e outros itens passaram de R$ 50 milhões para R$ 25 milhões. Na ocasião, Gionédis declarou que havia muita coisa para enxugar e que era preciso exigir do serviço público a mesma estrutura de empresas privadas.


