Até candidato do PSDB evita citar José Serra
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segunda-feira, 14 de outubro de 2002
Carmen Pompeu<BR>Agência Estado 
Fortaleza Apesar das declarações de apoio manifestadas na semana passada pelo senador eleito Tasso Jereissati (PSDB-CE), o candidato a presidente José Serra (PSDB) continua enfrentando dificuldades no Ceará. Ontem, no primeiro dia de campanha na publicidade eleitoral gratuita no rádio e na tevê, o candidato a governador Lúcio Alcântara (PSDB) sequer cita o nome de Serra.
Ao contrário de Alcântara, o candidato a governador José Airton Cirilo (PT) falou 22 vezes no presidenciável petista Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando a estratégia que o levou para o segundo turno. Em entrevista concedida ao grupo O Povo de Comunicação (rádio e jornal), Alcântara declarou voto em Serra, tratando-o como ''candidato do meu partido''.
Mas durante a entrevista, os elogios foram para o petista. ''Lula é uma das coisas boas que aconteceram no Brasil nos últimos tempos. É um símbolo do nordestino'', disse Alcântara, que afirmou em seguida: ''Se ele (Lula) deve ser presidente, isso quem vai julgar é o eleitor.''
O candidato tucano ao governo do Ceará demonstrou que não se esforçará para reverter o pífio desempenho obtido por Serra no primeiro turno no Estado (8,5% dos votos válidos). ''A campanha, quem tem de fazer é ele, o problema é dele. Sou candidato a governador'', eximiu-se.
Alcântara está preocupado porque nas alianças para o segundo turno o candidato do PT conta com a ajuda de quatro dos cinco candidatos derrotados: Sérgio Machado (PMDB), que ficou em terceiro lugar; Welington Landim (PSB), o quarto mais votado; Pedro Albuquerque (PDT), e Raimundo Castro (PSTU). Somente Cláudia Brilhante (PTB), que obteve cerca de 1% dos votos válidos, aderiu ao candidato tucano.


