O depoimento de ACM frustrou a expectativa dos seus aliados e reforçou no Senado a tendência de cassação do seu mandato. Para os senadores, está configurada a quebra de decoro e ACM só sofrerá uma punição mais branda – como a suspensão temporária do mandato – se houver um acordo político nesse sentido. O Palácio do Planalto já mandou dizer que não recomenda e está fora de qualquer manobra.
Não convenceu os senadores a versão de ACM de que Arruda teria pedido a quebra do sigilo dos votos por iniciativa própria, sem consultá-lo. ‘‘Não é crível que o ex-presidente do Senado, tão cioso de sua autoridade como é, tenha sabido que um senador, à revelia dele, deu ordem a um servidor para que cometesse um ato ilícito e não tenha feito nada contra esse senador’’, disse Jefferson Péres (PDT-AM).
E, segundo os senadores, se isso foi verdade ACM foi omisso ao não tomar qualquer providência administrativa para punir um ato ilícito do qual tomou conhecimento como presidente do Senado. ‘‘Agora, o problema é só político. A quebra de decoro está caracterizada e, juridicamente, o problema está resolvido. Ele confessou que sabia da violação’’, afirmou o senador Carlos Bezerra (PMDB-MT).
‘‘Antonio Carlos quebrou o decoro. Falou meias verdades. Arruda vai dormir com a corda no pescoço e pode acordar amanhã (hoje) sem oxigênio’’, disse Ney Suassuna (PMDB-PB).

mockup