Jerusalém - A violenta onda de conflito entre israelenses e palestinos se intesificou, ontem, depois dos ataques palestinos na Cisjordânia e em Gaza. A explosão de violência deixou um saldo de, pelo menos, 21 israelenses mortos, entre eles sete soldados.
A escalada dos ataques palestinos foi uma resposta às incursões israelenses realizadas desde quinta-feira passada em dois campos de refugiados palestinos na Cisjordânia.
Ontem pela manhã, um franco-atirador posicionado em uma colina perto da colônia de Ofra, ao nordeste de Ramallah (Cisjordânia), disparou contra um posto de estrada e contra carros que estavam próximos ao local.
Pelo menos dez israelenses morreram no tiroteio, que, segundo um colono de Ofra, durou entre 20 minutos a uma hora. O franco-atirador disparou matando vários soldados. Depois matou um socorrista do exército e um oficial, além de dois colonos que esperavam no posto, dentro do carro.
Na Faixa de Gaza, um soldado israelense morreu ontem em um ataque com arma automática perto do posto de Kissufin, onde ficaram feridos outros quatro soldados. A Jihad islâmica e as Brigadas dos Mártires da Al-Aqsa, grupos armados ligados ao movimento Fatah de Yasser Arafat, reivindicaram, em um comunicado conjunto, o ataque perto do posto de Kisufin, em Gaza, que matou um soldado isralense.
Em Ramallah, um policial palestino morreu, ontem, por causa de disparos israelense. Os ataques de ontem ocorrem depois do atentado suicida em um bairro religioso de Jerusalém Oeste, que matou nove israelenses, entre eles quatro crianças. Mais de 50 pessoas ficaram feridas. Desde o início da Intifada, no final de setembro de 2000, morreram 1.336 pessoas, entre elas, 1.006 palestinos e 304 israelenses.

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