Ataques continuam no rádio
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quarta-feira, 13 de outubro de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A campanha política nos programas de rádio e televisão, com base em propostas e no discurso pacífico do primeiro turno, parece ter sido definitivamente deixada de lado pelos candidatos a prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PSL) e Nedson Micheleti (PT), que se enfrentarão nas urnas no dia 31, no segundo turno das eleições.
No programa eleitoral gratuito veiculado pelo rádio ontem ao meio-dia, Belinati atacou o conteúdo dos programas apresentados pelo adversário, que citou as investigações sobre o desvio de dinheiro da administração municipal no governo do ex-prefeito, caso conhecido como escândalo AMA-Comurb.
''Esse pessoal da baixaria é quem acabou com a Frente de Trabalho. Quero discutir aqui no programa, propostas, colocar remédios nos postos de saúde, médicos nos postos. Melhor que baixaria é discutir a Universidade Popular'', disse Belinati, elencando outras obras que pretende executar se eleito. ''O povo quer um programa de alto nível, nada de ficar um apedrejando o outro. Vou continuar usando o meu horário com propostas e não para atirar pedras do lado de lá. A cada pedra que me eles me atirarem, vou devolver com flores'', complementou.
Além de destacar o caso AMA-Comurb, o programa de Nedson no rádio também criticou algumas propostas do ex-prefeito, como a promessa de criação de uma auto-escola municipal, questionando a origem dos recursos que seriam utilizados para a concessão da habilitação gratuitamente. Conforme o programa, cada habilitação custaria cerca de R$ 380, somadas as taxas do Detran e as aulas práticas exigidas por lei.
Nedson também explicou a extinção da Frente de Trabalho, uma exigência do Ministério Público (MP). ''A Frente de Trabalho foi criada no governo de Wilson Moreira. Esses trabalhadores não tinham direito a férias, 13º salário, o período não era contabilizado para aposentadoria, não tinham direito a nada'', justificou. ''Muitos desses trabalhadores conseguiram incluir o tempo trabalhado para se aposentar e outros conseguiram trabalho nas empresas terceirizadas que executam o serviço.''


