Para abrir espaço e mobilizar a mídia, Giovani Gionédis (PSC/PST) apela para os ataques ao atual governo, via de regra sustentados por denúncias ‘‘tiradas das mangas’’. A última delas foi ‘‘revelada’’ ontem em Londrina, quando o candidato criticou a iniciativa do Palácio do Iguaçu que na semana passada encaminhou um projeto de lei à Assembléia Legislativa autorizando as empresas públicas paranaenses a pagararem impostos com títulos de créditos federais. ‘‘O governo (do Estado) não pode se prestar a entrar em negociatas de títulos públicos’’, disparou.
  Até deixar a equipe do governo Lerner em novembro de 2001, foram seis anos e meio servindo a atual administração. Três anos como chefe da Casa Civil e secretário de Governo, sendo os últimos três anos e meio como secretário de Estado da Fazenda, período que selou a sua ruptura com o ex-aliado. ‘‘Saí porque o governo não teve coragem para uma tranformação no Estado’’, argumentou. Mudanças essas que são as bases das suas propostas de governo, como o enxugamento drástico da máquina, e isso inclui demissões.
  Ele promete economizar pelo menos R$ 1,1 bilhão ao ano com a extinção de 4,9 mil cargos de comissão, redução de 25 para 10 secretarias de Estado, além de outros medidas. ‘‘A arrecadação do Estado paga 76% da folha (do funcionalismo), sendo 15% para o pagamento de dívidas e o restante para o custeio, como combustível, diárias, luz, água, entre outras despesas’’, analisou Gionédis.
  Com essa economia anual, Gionédis alega que é possível melhorar o rendimento do funcionalismo, bem como implantar uma política de incentivos a vinda de investimentos privados para o interior do Estado. Quanto a segurança, outro ítem bastante cobrado na agenda de intenções dos candidatos, Gionédis quer unificar o comando das polícias Civil e Militar, bem como acabar com os quartéis, transformando-os em grandes departamentos de polícia e seus alojamentos em cadeias.(M.E)

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