Ataques a Beto marcam 1º debate na TV em Curitiba
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sexta-feira, 01 de agosto de 2008
Catarina Scortecci e Karla Losse Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição, foi o principal alvo do debate realizado anteontem pela Band Curitiba entre os oito concorrentes ao Executivo municipal. As críticas ao tucano marcaram o enredo do debate, mas não chegaram a impedir a apresentação de propostas dos candidatos, ainda que feitas de forma genérica. Entre os oito postulantes ao cargo, Lauro Rodrigues foi o único que não conseguiu expressar idéias. Inibido com a presença das câmeras, ele pediu desculpas ao telespectador mais de uma vez. ''Estou muito nervoso, é a primeira vez que me candidato. Fugiu tudo, branqueou'', disse ele, que até o quinto e último bloco não conseguiu utilizar totalmente os tempos concedidos pelo mediador do debate, Gladimir Nascimento.
Apesar das ''farpas'' trocadas entre Beto e a maioria dos demais candidatos, não houve qualquer pedido de direito de resposta. Ainda no primeiro bloco o clima ficou tenso quando o candidato do PMDB, Carlos Moreira, afirmou que Beto gastava mais com propaganda do que com ações de apoio ao deficiente físico. Beto devolveu o ataque falando sobre as participações do peemedebista na TV Educativa, ligada ao governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB).
O debate também tratou da relação do Executivo local com os governos estadual e federal. A candidata do PT, Gleisi Hoffmann, citou mais de uma vez o nome do presidente Lula (PT). Beto não escondeu a falta de diálogo com o governador, ''brigados'' desde o final de 2006, quando o tucano declarou apoio ao adversário do peemedebista nas urnas. Beto negou, entretanto, que o conflito tenha gerado problemas à sua administração: ''Nunca deixei que divergências político-partidárias estivessem acima da população''.
Candidato pelo PTB, Fábio Camargo, acompanhado pelo presidente nacional da legenda, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, foi quem mais fez promessas à população. O petebista disse que, se eleito, vai ''abrir mão'' de 80% dos cargos comissionados do Executivo e afirmou que os administradores regionais serão eleitos diretamente pela população. ''Não haverá indicação política.'' Camargo, que já havia criticado as condições das vias na periferia, também prometeu ''acabar com o barro'' nos próximos três anos.
Os candidatos Bruno Meirinho, do PSOL, e Maurício Furtado, do PV, adotaram basicamente discursos partidários. Meirinho defendeu a ''socialização da riqueza da cidade'' e propôs o passe livre nos ônibus para estudantes e desempregados. Furtado falou do programa do PV destinado à revitalização dos rios e defendeu o uso de transportes alternativos, como a bicicleta e os veículos elétricos, para diminuir a poluição do ar.
Sem surpresa, o candidato Ricardo Gomyde (PCdoB) priorizou a área do esporte no seu discurso, fazendo referências à sua atuação no governo do Estado, frente à Paraná Esporte. Gomyde falou do programa ''Segundo Tempo'', cujo objetivo é promover a inclusão social através da prática esportiva, e defendeu a renúncia fiscal a empresas para incentivar a contratação de jovens.


