JerusalémTrinta pessoas ficaram feridas, seis delas gravemente, no ataque com arma automática, ontem, no Centro de Jerusalém Ocidental, em que foi morto o autor do atentado, assinalaram fontes médicas citadas pela TV pública israelense. Por meio de um porta-voz, o governo israelense estimou que a Autoridade Palestina, de Yasser Arafat, é ‘‘responsável’’ pelo atentado, uma vez ‘‘que não faz nada’’ para ‘‘impedir as organizações terroristas’’ de atuar. O chefe da polícia de Jerusalém Micki Levy afirmou à rádio pública israelense que o autor do ataque agiu sozinho. Levy explicou que o agressor começou a atirar perto de um ponto de ônibus da rua Jaffa, a maior artéria de Jerusalém Ocidental, e que a polícia o perseguiu por 15 metros, antes de matá-lo.
Os feridos foram levados para o hospital Bikur Cholim, a 100 metros do local do ataque, que aconteceu na rua mais movimentada da cidade, perto da pizzaria Sbarro, onde um homem-bomba do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) cometeu um atentado em agosto passado, matando 15 pessoas.
Pouco antes do atentado, o general Aharon Zeevi, chefe de Inteligência militar, havia advertido que Israel previa a realização de ‘‘atentados muito duros’’ em suas cidades.
Hamas ameaça
O movimento radical islamita palestino Hamas prometeu ontem, em um comunicado, deflagrar uma ‘‘guerra total’’ e em todas as frentes contra Israel, depois que o exército israelense matou, pela manhã, quatro de seus militantes. ‘‘Este massacre abriu as portas da guerra total que atingirá os sionistas em qualquer lugar, com todos os meios de que dispomos’’, escreveu o Hamas em um comunicado enviado à AFP.
O exército israelense matou esta terça-feira quatro palestinos durante uma breve incursão no setor autônomo de Nablus, no norte da Cisjordânia.
Mobilização radical
Quase todos os movimentos palestinos se uniram, ontem, pedindo uma ‘‘mobilização geral’’ contra as invasões israelenses feitas nos últimos dois dias em cidades autônomas da Cisjordânia.
‘‘Pedimos a todas as forças de segurança, aos heróis da Intifada e ao nosso povo inteiro que se mobilize para enfrentar a invasão sionista’’, disseram num comunicado em Gaza as Forças nacionais e islâmicas, que incluem o Fatah, movimento ao qual o presidente palestino, Yasser Arafat, pertence, e os grupos de resistência Hamas e Jihad islâmica, entre outros.
Pressão
O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, ordenou, ontem, a libertação de um membro do Hamas detido em Nablus (Cisjordânia), depois que milhares de manifestantes atacaram o prédio em que se encontrava preso, indicou um dirigente da polícia palestina. Nidal Abu Arruss, irmão de um dos quatro palestinos mortos ontem de madrugada, durante um ataque do exército israelense nesta cidade do norte da Cisjordânia, foi libertado depois de uma ordem escrita assinada por Arafat, segundo declarações feitas por este oficial à multidão.

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