Colônia de Adora, CisjordâniaQuatro israelenses morreram e mais seis foram feridos ontem na colônia judia de Adora, perto de Hebron (sul da Cisjordânia), por um ou vários palestinos que se infiltraram no local, segundo um balanço fornecido pelo exército. Trata-se do primeiro ataque desse tipo depois do atentado suicida perpetrado no dia 12 deste mês no mercado de Jerusalém (durante a visita do secretário de Estado norte-americano Colin Powell), que causou seis mortos, além do camicase.
Em um comunicado, o exército informou que uma das pessoas foi ferida gravemente, sem precisar se havia menores entre as vítimas. O exército havia informado antes que cinco israelenses tinham morrido, mas estabeleceu posteriormente novo balanço, de quatro mortos.
Um porta-voz governamental, Ari Mekel, acusou de imediato o presidente da Autoridade Palestina por este ataque: ‘‘Yasser Arafat está à frente de uma pirâmide terrorista que é a responsável por este atentado’’, disse à AFP.
Segundo a rádio militar, ‘‘dois terroristas teriam conseguido entrar’’ na colônia, situada a alguns quilômetros de Hebron, e os soldados se lançaram em sua perseguição.
ReuniãoO presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, afirmou ontem em Tóquio que na próxima quinta-feira se reunirá com o presidente dos EUA, George W. Bush, a fim de tentar encontrar uma solução realista para o conflito do Oriente Médio.
Na reunião que manteve em Tóquio com os líderes do principal partido da oposição japonesa, o Partido Democrata do Japão (PD), Prodi informou que não se chegará a acordo algum entre palestinos e israelenses enquanto não houver uma solução que possa ser aceita por ambas as partes.
Segundo fontes do partido, o secretário-geral do PD, Naoto Kan, comentou que os EUA poderiam estar predispostos a favor de Israel em sua reunião com Prodi, ao que este respondeu que uma solução tendenciosa não é boa.

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