Brasília O subchefe de Coordenação da Ação Governamental, Luiz Alberto dos Santos, reconhece que o governo conferiu à Geap o monopólio dos planos de saúde do funcionalismo público federal no mínimo por 300 dias, a contar da publicação do decreto presidencial que trata do assunto, no dia 4 de fevereiro. Ele nega que a Casa Civil tenha comandado uma reunião com representantes dos ministérios da Saúde, Previdência, Planejamento e da Geap, em 16 de janeiro, com o objetivo de regularizar a prestação de serviços da entidade, dispensando-a oficialmente de concorrência pública. Admite, porém, que a própria ata da reunião dá margem a esta interpretação partilhada pelos auditores do Tribunal de Contas da União e pela própria Geap.
''Reconheço que, da forma como a ata está, dá uma impressão, que julgo equivocada, da decisão do governo de tentar legalizar os serviços prestados pela Geap'', disse Santos. ''A sugestão para que a entidade se adequasse no prazo de 300 dias era dispensável, não precisava estar ali'', completou. Apesar disso, e do fato de o comando da empresa estar nas mãos de uma médica petista de São Paulo, ligada à direção nacional e ao ministro Dirceu, ele sustenta a tese de que a origem partidária de Regina Ribeiro Parizi Carvalho ajuda a dar credibilidade à Geap. Assessores palacianos orientaram Regina a não dar entrevistas sobre o assunto.

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