- Venda de ações A compra de 45% das ações por R$ 186 milhões da Sercomtel pela Copel em 1998 deve ser um dos principais temas abordados pela CPI. Apesar da lei orgância de Londrina prever que as ações da Sercomtel (empresa municipal de telefonia) só poderiam ser vendidas na Bolsa de Valores, a Copel fechou o negócio alegando que as empresas seriam ''parceiras estratégicas''. No ato da compra, R$ 47 milhões foram gastos para pagar uma dívida da Sercomtel junto ao Banco FonteCidam. Analistas de mercado garantiram que o valor real da dívida seria de R$ 8 milhões. A CPI também deve investigar denúncias de que o dinheiro teria sido utilizado para financiar campanhas eleitorais durante 1998.
- Compra de energia A legalidade de contratos firmados entre a Copel e as empresas de energia térmica Cien e UEG Araucária deve ser questionada pela CPI. Pelo contrato, a Copel compromete-se a comprar energia das empresas por um período de 20 anos pagando um valor de US$ 28 por megawatt/hora. A própria Copel revende energia elétrica no mercado nacional por US$ 1,1 o megawatt/hora. Apenas em 2003, o contrato prevê a compra de energia no total de R$ 1,3 bilhão. O governo Requião suspendeu, na semana passada, a compra de energia das duas empresas.
- Compra de créditos tributários O governador Roberto Requião denunciou o desvio de créditos tributários que teriam sido comprados pela Copel junto a empresas paranaenses. Segundo Requião, um total de R$ 80 milhões em créditos, que seriam utilizados para amortizar a dívida da empresa junto ao governo do Estado, nunca chegaram aos cofres públicos. Ministério Público e Procuradoria Geral do Estado investigam as transações.
- Terceirização e parcerias A CPI pretende investigar as parcerias estabelecidas pela Copel nos anos anteriores a tentativa de privatização da empresa pelo governo do Estado. Os documentos previam rescisões milionárias caso o contrato com as empresas fossem anulados, o que era esperado caso a privatização ocorresse. A CPI pretende investigar o critério adotado para a celebração dos contratos de parceria e por que a Copel entregou para iniciativa privada setores estratégicos como o da comercialização de energia. Várias dessas parcerias são alvos de processos na Justiças.