Associados da Cosmo protestam
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2001
De Curitiba 
Os associados da Cooperativa de Trabalhadores Autônomos de Curitiba (Cosmo) realizam hoje, às 9 horas, uma manifestação em frente à Procuradoria Geral do Trabalho, em Curitiba. O protesto é uma maneira dos cooperados da Cosmo pressionarem o Ministério Público do Trabalho a mudar de opinião quanto à legalidade de um convênio da entidade com a Prefeitura de Curitiba.
O convênio com a Cosmo é objeto de uma denúncia-crime ajuizada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público junto ao Tribunal de Justiça do Paraná. Ele é tido como ilegal pela Justiça do Trabalho. No caso da denúncia do MP, o prefeito Cassio Taniguchi (PFL) e sua equipe são acusados de movimentar R$ 3,1 milhões de recursos públicos sem observar a Lei de Licitações. O caso só deve ser retomado no fim das férias forenses, dia 2 de fevereiro.
Na última sexta-feira, a Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba informou que a renovação do convênio com a Cosmo tinha sido assinado no dia 2 de janeiro para preservar 503 empregos. Essa informação desmentiu uma afirmação do prefeito. Em entrevista publicada pela Folha no dia 18 de janeiro, Cassio disse que o convênio venceu no dia 31 de dezembro do ano passado e não foi renovado.
Essa renovação é uma das razões para o protesto de hoje. Os dirigentes da Cosmo entendem que é preciso uma solução para o assunto. Em entrevista na última sexta-feira à Folha, o presidente da Cosmo, Paulo César Antônio Rodrigues, disse que a manutenção desse contrato com a prefeitura é importante porque beneficia mais de 500 pessoas.


