Os associados da Cooperativa de Trabalhadores Autônomos de Curitiba (Cosmo) realizam hoje, às 9 horas, uma manifestação em frente à Procuradoria Geral do Trabalho, em Curitiba. O protesto é uma maneira dos cooperados da Cosmo pressionarem o Ministério Público do Trabalho a mudar de opinião quanto à legalidade de um convênio da entidade com a Prefeitura de Curitiba.
O convênio com a Cosmo é objeto de uma denúncia-crime ajuizada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público junto ao Tribunal de Justiça do Paraná. Ele é tido como ilegal pela Justiça do Trabalho. No caso da denúncia do MP, o prefeito Cassio Taniguchi (PFL) e sua equipe são acusados de movimentar R$ 3,1 milhões de recursos públicos sem observar a Lei de Licitações. O caso só deve ser retomado no fim das férias forenses, dia 2 de fevereiro.
Na última sexta-feira, a Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba informou que a renovação do convênio com a Cosmo tinha sido assinado no dia 2 de janeiro ‘‘para preservar 503 empregos’’. Essa informação desmentiu uma afirmação do prefeito. Em entrevista publicada pela Folha no dia 18 de janeiro, Cassio disse que ‘‘o convênio venceu no dia 31 de dezembro do ano passado e não foi renovado’’.
Essa renovação é uma das razões para o protesto de hoje. Os dirigentes da Cosmo entendem que é preciso uma solução para o assunto. Em entrevista na última sexta-feira à Folha, o presidente da Cosmo, Paulo César Antônio Rodrigues, disse que a manutenção desse contrato com a prefeitura é importante porque beneficia mais de 500 pessoas.

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