Os associados da Cooperativa de Trabalhadores Autônomos de Curitiba (Cosmo) ouvidos ontem pela Folha estão satisfeitos com os trabalhos que conseguem por meio da Cosmo e acreditam que a iniciativa é válida por garantir a reinserção no mercado de trabalho.
Como a maioria dos 503 cooperados é formada por pessoas com cerca de 50 anos e pouca qualificação profissional, conforme explicou o presidente Paulo César Rodrigues, a cooperativa acaba sendo uma das poucas chances de recolocação do mercado.
O agricultor Albino Kudlazis, 59 anos, deixou a lavoura há dois anos porque não estava conseguindo se sustentar com o que ganhava. Ele associou-se à cooperativa há mais de dois anos e agora trabalha com ervas medicinais. ‘‘Gosto de trabalhar com as plantas’’, explica. Ele calcula que seus rendimentos mensais ficam em torno de R$ 230,00.
Outro cooperado que conseguiu voltar a trabalhar é Laércio de Araújo, 37 anos. Ele está associado há pouco mais de um ano e diz estar conseguindo vários trabalhos de manutenção de fios elétricos e carpintaria em Curitiba. ‘‘A gente tem bastante dificuldade para encontrar alguma coisa para fazer e arranjar um dinheiro. Acho que a Cosmo é uma boa alternativa, porque consegui um emprego’’, conta, satisfeito. Ele trabalha com contratos diários e afirma que o pagamento é feito pela Cosmo.
O presidente da Cosmo explica que recebe o pagamento das diversas secretarias municipais e repassa os valores a cada associado. (M.D.)

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