A Associação dos Comerciantes das Margens das Rodovias Pedagiadas e Não-pedagiadas do Estado do Paraná (ACMRPNPEP), com sede em Califórnia, planeja um protesto em dezembro contra o valor do pedágio que vigora nas 26 praças do Paraná. ''O comércio perde mais de R$ 1 milhão por dia com o dinheiro que fica nestas praças'', afirma o comerciante Arlindo Rodrigues, presidente da ACMRPNPEP. A intenção dos manifestantes, segundo ele, é conseguir que, pelo menos, a tarifa seja reduzida em 50%.
A manifestação marcada para dezembro deverá ser a segunda que a associação promove este ano. A primeira foi no dia 27 de março e reuniu cerca de 150 manifestantes na praça entre Arapongas e Rolândia, na BR-369. Os motoristas protestaram contra o valor da tarifa pagando com moedas de R$ 0,05 e R$ 0,10. A mobilização provocou uma fila enorme de automóveis e caminhões no local.
Rodrigues reconhece que de todos os candidatos que apresentaram propostas sobre o pedágio, ''a de Requião foi a mais convincente. Os outros só enrolaram'', avaliou o persistente defensor da extinção do pedágio. Apesar disto, ele acha que 10 meses foi um tempo razoável para análise e estudo da situação. ''Não queremos virar o ano pagando um pedágio caro e abusivo'', criticou.
Para convencer outras associações a participarem da manifestação, Rodrigues apresenta um cartaz com 350 reportagens feitas ao longo dos últimos três anos. ''A primeira denúncia foi feita em 4 de abril de 2001'', relembra o presidente da entidade. De acordo com Rodrigues, 80% da população apóia a redução da tarifa. ''O pedágio é uma pedra no caminho do governador. Senão tirá-la, futuramente ele poderá tropeçar nela'', finalizou o presidente da ACMRPNPEP.

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