Curitiba - A Mesa Executiva da Assembleia Legislativa (AL) aguarda a documentação de uma associação que realizava empréstimos consignados para os servidores da Casa sem convênio. Segundo o primeiro-secretário da Casa, Plauto Miró (DEM), a Cabenfale era a única opção dos funcionários, mas não tem autorização de funcionamento pelo Banco Central (BC), embora a lei federal 4.595 determine que é obrigatório o reconhecimento do BC para instituições que realizem esse tipo de atividade.
Conforme Miró, um representante da associação alega que a instituição está dentro da legalidade, porque a exigência da autorização não valeria para associações. O deputado diz que já pediu a documentação à empresa, mas até agora não recebeu. Caso ela consiga provar que está regular, poderá continuar operando na Casa de Leis.
Miró realizou uma reunião com representantes da Caixa Econômica Federal e com o Banco do Brasil para firmar um convênio nesse sentido. De acordo com ele, além de a AL garantir a legalidade das instituições, as taxas praticadas pelos dois bancos são muito inferiores às da Cabenfale. ''Como ela era a única que tinha autorização para operar aqui dentro, o servidor era obrigado a aceitar o que eles pediam''.
A Cabenfale ainda recebe uma média de R$ 553 mil por mês pelos empréstimos realizados até o ano passado. A maioria dos devedores, 342 ao todo, terá ainda dez meses de desconto em folha. Pelo acordo feito com a associação, se algum servidor for desligado do quadro da Assembleia, a dívida passa a ser cobrada do deputado responsável pela contratação do funcionário. A Diretoria também autorizava o servidor a empenhar até 100% do salário com empréstimos, embora a lei permita que seja apenas 30%. Desde 1º de fevereiro nenhum novo empréstimo de servidor foi autorizado pela Mesa Executiva da AL.
A reportagem procurou a associação Cabenfale para comentar o caso, mas não conseguiu contato. A instituição atua no mercado desde 1954.

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