Associação dos Jornalistas pede saída da cúpula da Civil
A nota da Associação dos Jornalistas de Cascavel (AJC) e da OAB aponta que, por situações diversas, a cúpula da 15ª SDP não merece mais a confiança da categoria e da sociedade, e sua permanência é nefasta para os interesses da comunidade. Por isso, apela ao governador Jaime Lerner (PFL) e ao secretário de Segurança Pública, José Tavares, para a imediata remoção do delegado-chefe Haroldo Davison e de seus auxiliares diretos.
No documento, os jornalistas alegam que o clima de suspeição a que está exposto o comando da PC de Cascavel impõe medidas drásticas, sob pena de comprometer o próprio Estado de Direito. O documento foi encaminhado também ao chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, e ao presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (PTB).
A AJC lembra que coincidência ou não, a detenção do radialista aconteceu um dia após a Tarobá e a Colméia criticarem severamente a atuação da Polícia Civil o próprio Morais havia criticado o envolvimento da cúpula da Civil na disputa eleitoral. Davison declarou voto aberto para o candidato do PTB, Tiago Novaes (PTB).
Para a AJC, o caso não é isolado no clima de insegurança e intranquilidade que a comunidade vive há meses, agravado pela partidarização de setores que deveriam zelar com imparcialidade pela segurança pública e visaria atender interesses escusos, que pretendem conturbar não só a ordem pública, como também obstaculizar o livre exercício da comunicação.
À Folha, Haroldo Davison disse ontem à tarde que só havia tomado conhecimento informal da nota, e, ao comentar o pedido de remoção, indagou: Estão querendo jogar em nós a culpa pelo caso da droga no carro? Ele acrescentou que o episódio não é de sua competência, porque houve a designação de um delegado especial para o inquérito. E eu até facilitei o trabalho, cedendo-lhe minha sala. Em relação à maciça mobilização da imprensa, disse que ela ficou muito à vontade aqui, inclusive ocupando os corredores.
Ele assegurou ainda que aqui dentro não existe partidarização. Ninguém me viu com bottom de candidato, mas no particular ninguém pode nos impedir de nada. (P.P.)





