A Associação das Esposas dos Policiais Militares de Londrina e Região rebateu ontem as críticas do governador Jaime Lerner (PFL) que, anteontem, acusou a Polícia Militar (PM) de se aproveitar das eleições para se manifestar contra o governo.
A relações públicas da entidade, Maria da Conceição dos Santos, considerou ‘‘absurdas’’ as declarações do governador. Ela alegou que Lerner havia se comprometido a atender os pleitos da categoria, caso fosse reeleito. ‘‘A nossa manifestação não é eleitoreira, diferente da do governador, na época da campanha’’, afirmou.
Os oficiais da PM declararam que o Estado usa a corporação como instrumento de marketing político. Há cerca quatro meses, eles entregaram um pauta de reivindicações ao governo, mas até agora não foram atendidos. Representantes da associação se reuniram na semana passada com o secretário de Segurança Pública, José Tavares, que não teria apresentado alternativas. Os PMs pedem reajuste salarial e pagamento da Gratificação Policial Militar Especial, entre outros pleitos.
‘‘Se ele (secretário) continuar nos tratando com esse descaso, vamos partir para posições mais drásticas’’, ameaçou Maria da Conceição, citando o enfraquecimento do policiamento durante as eleições e uma greve de fome em frente ao Palácio Iguaçu.

mockup