Florianópolis A Associação Catarinense de Bingos (ACbingo) entrou ontem com um pedido de liminar na Justiça Federal para tentar garantir o funcionamento das 30 casas e 130 videoloterias de Santa Catarina. A resposta, esperada para ontem, não havia saído até as 19 horas.
O presidente da ACbingo, Evaldo Furtado, afirmou estar bastante esperançoso, uma vez que sete estabelecimentos do Estado funcionam normalmente porque venceram a primeira batalha jurídica na luta contra a Medida Provisória (MP) 168/2004, que proibiu o funcionamento dessas casas de jogos em todo o País.
Com a reabertura desses sete bingos, cerca de 700 funcionários voltaram ao trabalho. ''A expectativa é que ainda hoje todos voltem a operar, já que nossa defesa se baseia nos mesmos argumentos dos bingos que conseguiram as liminares'', disse Furtado. Segundo ele, a Lei Estadual 11.348, de 2000, que regulamenta os bingos em Santa Catarina, é mais do que suficiente para garantir o parecer favorável à liminar.
Furtado adiantou que participará hoje da reunião na Associação Brasileira de Bingos (Abrabin), em São Paulo, onde representantes das entidades de todos os Estados devem organizar um movimento a favor da aprovação da lei que regulamenta a atividade no País. Os argumentos de defesa das empresas e da ACbingo são quase os mesmos: que há uma lei estadual amparando o funcionamento das casas, que a MP é inconstitucional e que a atividade de bingo não é contravenção penal.

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