Assessores se revezaram para repassar orientações
Apenas candidatos, cinegrafistas e o apresentador tiveram acesso ao estúdio. O staff dos prefeituráveis se posicionou ao lado da porta do estúdio, de onde acompanhou o debate numa TV de 14 polegadas. Mas a cada intervalo, um assessor de cada partido podia encontrar o candidato para dar alguma instrução: Assad Jannani assessorava Barbosa; Paulo Tinoco, Hauly; Wilson Sella, Nedson; Wilson Bazzo, Cheida; entre outros.
Farage Kouri teve um assessor especial: o secretário de Planejamento do município, Fábio Reali. Vim aqui apenas para dar uma ajuda, mas não estou participando da campanha diretamente. Não misturo as coisas, justificou.
O desempenho dos candidatos divertia os assessores na antesala. Um desses momentos foi quando Hauly tentou fazer um auto-elogio, perguntando a Nedson sobre casas populares feitas em Londrina com recursos da União. Mas foi difícil tirar dinheiro do governo federal, respondeu Nedson, para alegria de Assad um dos que mais se divertiam e Sella.
Para tentar garantir uma boa preparação para o debate, os candidatos chegaram cedo à TV Londrina. O primeiro foi Barbosa Neto. Ele apareceu exatamente às 21h32, junto com o vice Assad Jannani (PPB). E foi um dos mais festejados. Antes dele, às 21h15, apenas o vice de Cheida, Vanderley Batista da Silva (PTB).
Três minutos depois de Barbosa, chegaram os demais candidatos, quase que um atrás do outro. Nedson Micheleti entrou no prédio da tevê às 21h35, com gritos tímidos de alguns partidários. Um minuto depois, uma Parati estacionou em frente ao prédio e desceu Farage Kouri.
Na sequência, chegou Luiz Eduardo Cheida, que teve o nome amplificado por um carro de som de um candidato a vereador. Foi o que bastou para a galera do PT se animar e começar a guerra de torcidas. Pior para o candidato do PSDB, Luiz Carlos Hauly, que chegou à tevê às 21h40 aos gritos de Nedson, Nedson, Nedson... Sobrou sorriso amarelo.
Dentro do prédio, 15 minutos antes do programa ir ao ar, assessores dos partidos participaram de uma reunião para afinar os detalhes do debate e sortear a ordem dos candidatos na mesa.
Quando o debate começou, às 22h02, era possível ouvir na sala ao lado do estúdio a gritaria das torcidas em que prevalecia a de Barbosa Neto. No primeiro bloco, cada candidato falou durante três minutos. Assad Jannani marcou no relógio o tempo de cada um e anotou no papel; a assessoria de Cheida reclamou com a produção: como ficou no canto da mesa, ele estaria saindo de cena quando a imagem abria.
Por volta das 23h30, um saco cheio de bonés com o nome do Farage foi distribuído em frente à TV. A Polícia Militar só não deixou que uma batucada se aproximasse do prédio, por causa do barulho. (L.H.)





