Assessores do Senado prestam serviços para vice-governador do DF
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quinta-feira, 09 de abril de 2009
Márcio Falcão<br>Folhapress 
Brasília - O gabinete do senador Adelmir Santana (DEM-DF) deve sofrer mais uma baixa no quadro de funcionários na próxima semana. O senador promete demitir Mirocélis Barbosa da Silva, uma espécie de assessor de ''assuntos evangélicos''. Anteontem, ele exonerou a funcionária Simone Dihl da Rocha.
Apesar de serem funcionários do Senado e terem os salários pagos pela Casa, os assessores prestavam serviços para o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM).
Adelmir é suplente de Paulo Octávio e assumiu a vaga no Senado, em 2007, quando o titular foi eleito vice-governador. Mas a relação dos funcionários com o antigo patrão não foram cortadas. Reportagem veiculada anteontem no ''Jornal Nacional'', da TV Globo, informa que Mirocélis fazia trabalhos políticos para Paulo Octávio junto aos parlamentares evangélicos. E que Simone era secretária particular em um hotel das Organizações Paulo Octávio.
Reportagem da ''Folha de S. Paulo'' publicada na terça-feira mostrou que Amélia Pizato, lotada no gabinete do líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), não aparece para trabalhar no Senado. Amélia é sogra do assessor de Renan. Ela recebe R$ 4.900 por mês. Renan nem o assessor comentam o caso.
A onda de denúncias contra o Senado surgiu semanas depois da eleição para a presidência da Casa Legislativa, realizada dia 2 de fevereiro, numa disputa velada entre o PT e o PMDB. Os dois partidos entraram em disputa após a vitória de José Sarney (PMDB-AP) sobre Tião Viana (PT-AC) na eleição para a presidência do Senado.


