Arquivo FolhaDona Ruth: incluída em cerimônia sem ser consultada O grupo de funcionários americanos que prepara a visita do presidente Bill Clinton ao Brasil soma mil e quinhentas e duas pessoas. Mas o que impressiona o governo brasileiro são as exigências desse batalhão. O escalão avançado da diplomacia de Clinton quer impor convidados às reuniões dos dois presidentes, já marcou uma cerimônia para a primeira-dama, Ruth Cardoso, sem sequer consultá-la e não deixou em paz nem as emas do Palácio da Alvorada.
‘‘Os americanos reclamaram que o Alvorada tem muito bicho’’, queixou-se um dos funcionários brasileiros encarregados dos contatos com a missão precursora do governo americano. ‘‘Eles chegam com muita prepotência, a toda hora nos dizem para lembrar que se trata da visita do presidente dos Estados Unidos’’, comenta um diplomata brasileiro. Os administradores do Alvorada ainda não decidiram se prendem ou não as emas durante a visita do mandatário dos Estados Unidos.
Decisão mais difícil será o programa das primeiras-damas. O governo americano convidou os governadores da Bahia, Paulo Souto (PFL), e do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), para assinatura de um convênio para combate à mortalidade infantil com a agência de cooperação dos Estados Unidos (Usaid), com a presença de Hilary Clinton e Ruth Cardoso. Só não avisaram Ruth Cardoso, nem ao governo brasileiro.

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