O chefe de gabinete da Prefeitura de Marília (450 km de São Paulo), Carlos Umberto Garrosino, foi preso em flagrante no último sábado pela Polícia Federal, quando tentava subornar o jornalista Oswaldo Machado, autor de denúncias ao Ministério Público (MP) contra o prefeito Abelardo Camarinha. O jornalista também é autor de um pedido de criação de uma CPI na Câmara Municipal para apurar a administração de Camarinha. A PF também prendeu o empreiteiro Francisco Sória, que estaria intermediando as negociações com Machado.

Em depoimento à PF, Machado disse que passou a receber propostas de suborno após apresentar as denúncias no MP contra o prefeito, por causa de licitação irregulares. O jornalista levou o caso à PF, que armou o esquema para a prisão em flagrante. Segundo o delegado federal, Gilberto Pacheco, a polícia tem mais de 50 minutos de gravação da tentativa de suborno.

O prefeito é citado nas gravações. Garrossino entregou R$ 20 mil em dinheiro para que o jornalista retirasse a denúncia feita ao MP. Em novembro seriam entregues mais R$ 20 mil para que ele retirasse ação contra a Central Marília Notícias. Assim que Machado assinou os documentos, policiais disfarçados deram voz de prisão a Garrossino e a Sória. Eles foram ouvidos no inquérito da PF e encaminhados à Superintendência em SP.

Advogados da prefeitura entraram com pedido de habeas-corpus na Justiça Federal e aguardam pela possível liberação de Garrossino hoje.

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