Assessor de ministro rejeita denúncias de negociata
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quarta-feira, 30 de novembro de 2005
Felipe Recondo<br>Folhapress 
Brasília - No depoimento mais rápido já prestado à CPI dos Bingos - uma hora e quarenta minutos -, o assessor do Ministério da Fazenda, Ademirson Ariovaldo da Silva, deixou insatisfeitos o presidente da comissão, senador Efraim Moraes (PFL-PB), e o relator, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). ''O depoimento foi péssimo. Ele negou tudo'', afirmou o relator. Por conta disso, a CPI deve analisar hoje um requerimento que pede a acareação entre Ademirson, o advogado Rogério Buratti, o ex-chefe de gabinete do ministério Juscelino Dourado e o ex-assessor da prefeitura de Ribeirão Preto Vladimir Poleto, todos supostamente envolvidos na negociação entre o contrato da GTech e a Caixa Econômica.
A assinatura do contrato entre a GTech - empresa de tecnologia que administrava serviços lotéricos - e a Caixa levou o assessor parlamentar da Casa Civil Waldomiro Diniz a deixar o cargo e motivou a instalação da CPI. Ademirson negou que negociasse com Buratti, Poleto e Barquete termos da renovação do contrato entre a Caixa Econômica e a GTech, Disse, inclusive, que desconhecia a empresa e só soube do caso de pedido de propina envolvendo a Gtech pela imprensa. Apesar das negativas, os integrantes da CPI dizem que os dados dos sigilos telefônicos levam a comissão a desconfiar das negativas do assessor de Palocci.


