Assessor de ministro é citado
O advogado de R.B., João Graça que também defende a ex-assessora financeira da campanha de Nedson Micheleti (PT) Soraya Garcia declarou que em parte do depoimento o ex-motorista teria citado um assessor do então deputado federal Paulo Bernardo (PT).
Segundo detalhou o advogado, no depoimento R.B. teria relatado que em companhia de Fábio Reali que o teria contratado para trabalhar na campanha teria pego dinheiro em envelopes com uma pessoa que seria assessor de Paulo Bernardo. ''Declarou que esteve com Fábio algumas vezes no Twin Towers para buscar alguns envelopes de dinheiro e também na rua Samuel Moura, também para buscar alguns envelopes de dinheiro com uma pessoa, que parece segundo ele, que é assessor do Paulo Bernardo'', disse o advogado. R.B. não se lembraria dos valores e nem dos destinatários dos tais envelopes. ''Tudo leva a crer que o depoimento dele é verossímil inclusive porque ele bate muito com o que a Soraya tinha dito anteriormente. Não temos motivos para não acreditar nele. Ele é filiado ao partido (PT) há dois anos'', afirmou o advogado Mauro Aguilera, que acompanhou R.B. ao depoimento.
Conforme Aguilera, R.B. recebia cerca de R$ 500 por mês. ''Isso não está registrado, não está na prestação de contas do partido'', complementou. Os advogados já solicitaram à PF proteção para R.B.
A assessoria de imprensa de Paulo Bernardo afirmou que Zeno Minuzzo foi assessor do hoje ministro do Planejamento, até março deste ano, enquanto ele era deputado, mas negou qualquer doação financeira para a campanha de Nedson. A assessoria ainda afirmou que Paulo Bernardo não conhece R.B. Minuzzo e Fábio Reali não foram localizados pela reportagem. A Folha ainda tentou falar com o presidente do PT de Londrina e ex-coordenador da campanha, Jacks Dias, mas ele não atendeu o telefone celular. (C.O.)





