Os bens do assessor do deputado José Janene (PP), Roberto Brasiliano da Silva foram bloqueados. Segundo o advogado de Brasiliano, Nivaldo Migliozzi, o sequestro dos bens foi solicitado pelo Ministério Público Federal (MPF) e deferido pela Justiça Federal na semana passada. A medida faria parte do inquérito que tramita na Polícia Federal (PF) e que investiga a mulher do deputado, Stael Fernanda, e outros dois assessores Rosa Alice Valente e Meheidin Jenani, por suposta lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro.
Conforme o advogado, o sequestro dos bens teria sido motivado após a constatação de que o veículo utilizado pela mulher do deputado, um Audi, estaria registrado em nome de Brasiliano. ''Foi feito um leasing do Audi e depois de quitado tentaram fazer um novo financiamento. Não poderia ser feito no nome da mesma pessoa e então se emprestou o nome dele (Brasiliano) para fazer o leasing, mas o carro é dela'', esclareceu o advogado. Além do Audi, outros três carros do assessor foram sequestrados pela Justiça. ''Esses carros em nome do Brasiliano, não têm nada a ver (com as investigações). Ele comprou há alguns anos através de financiamentos e pagou mensalmente. Não faz o mínimo sentido a apreensão desses veículos dizendo que seria forma de esquentar dinheiro'', argumentou. O advogado disse estar providenciando recurso contra a decisão.
Na semana passada, a Justiça também transformou os bens de Stael, Rosa e Meheidein de sequestrados para hipotecados, considerada uma medida mais rigorosa. Até agora, somente Rosa e Meheidein prestaram depoimento na Polícia Federal (PF). O delegado Gerson Machado aguarda documentos bancários da mulher do deputado para chamá-la para depor.
O advogado aguarda ainda uma decisão da 2 Vara Federal em relação ao requerimento protocolado no dia 11, em que solicita o sigilo judicial das investigações. ''Tem imposto de renda (dos investigados) e toda hora se fala em valores, em dinheiro e isso pode chamar a atenção de marginais e até porque não existe nada transitado em julgado, são investigações'', afirmou.

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