Assessor da Sema tumultua Câmara
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Nos bastidores e no Plenário, a expectativa na Câmara de Vereadores ontem estava toda na reunião com representantes da Copel. Embora mais rápida que o encontro, o que movimentou a Casa, de fato, foi a incursão de seguranças do local para conter um funcionário da Prefeitura que adentrou o Plenário aos gritos. O episódio foi protagonizado pelo assessor de Recursos Hídricos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, João Batista - ou João das Águas -, que, sem autorização do presidente interino, Henrique Barros (PMDB) para tomar a palavra, foi retirado por três homens até a entrada do prédio.
Batista falou enquanto estavam no Plenário representantes da indústria de baterias GNB, que, beneficiada pela Prefeitura com a doação de um terreno no distrito de São Luiz (Zona Sul), vem encontrando resistência de parte da população local face a boatos de que poluiria o meio ambiente da região. Hoje, acontece uma audiência pública na comunidade abrangida pelo empreendimento, às 19 horas, a convite da Câmara.
Defensor da instalação da GNB, o assessor, transtornado, acusou os vereadores no Plenário de ''desinformarem a população local''. Depois, um pouco mais contido, disse que nem todos os edis teriam agido daquela forma - ou seja, espalhando que a GNB poluiria o distrito com chumbo.
Na coletiva, o assessor comunicou que entregaria o cargo e fez críticas à administração municipal - na qual, segundo ele, ''alguns me vêem apenas como um assessor'', e onde ''os cargos públicos são distribuídos não por competência, mas por favores''. Críticas ao prefeito Nedson Micheleti (PT) também foram feitas - Batista alega dificuldades em conseguir agenda com ele. ''Tem três anos que tento falar com ele'', disse.
A assessoria de Nedson informou que até ontem à noite que Batista estava lotado no posto. O órgão atribuiu o ato na Câmara ''à paixão do assessor às questões ambientais'', mas comentou que Nedson não o evita.


