Brasília - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, provocou ontem seu principal adversário, José Serra (PSDB), afirmando que não irá discutir com ele a política de assentamentos do governo Lula.

Segundo Dilma, existe uma diferença entre políticos que fazem e aqueles que falam durante a disputa eleitoral.

''Desculpa, mas essa não é uma discussão que vou fazer com meu adversário. Essa discussão faço com os agricultores e assentados. Eles sabem que fizemos uma política pró-agricultor. Há uma diferença entre quem faz e quem fala durante a eleição. O nosso governo fez e é por isso que você vai numa região de agricultura familiar e somos reconhecidos'', disse.

A candidata, para defender avanços do governo Lula no setor, afirmou que 570 mil famílias foram assentadas nos últimos sete anos e que a gestão petista teve uma atenção especial para o campo determinando, por exemplo, que 30% da merenda escolar fossem comprados de pequenos agricultores.

De acordo com a petista, a gestão de Lula ampliou significativamente o crédito, construindo uma política para o campo. ''Na política de agricultura familiar, passamos o crédito de R$ 2,2 bilhões em 2001 e 2002 para agora R$ 16 bilhões em 2010 e 2011, além de assistência técnica. Outra questão importantíssima é seguro de preço e da safra e isso tudo complementado com programas destinados ao setor rural brasileiro'', afirmou.

Dilma prometeu criar uma área na Caixa Econômica Federal para tratar da habitação rural. ''Haverá um programa de habitação popular, quero criar dentro da Caixa uma diretoria para tratar habitação rural e aposentadoria rural. Tudo isso significa que vamos continuar expandindo o crédito, nós vamos agora dar reforço muito grande a assistência técnica'', disse.

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