Porto Alegre - O Rio Grande do Sul é o Estado onde os vínculos entre o MST e a política partidária sempre estiveram mais afinados nas eleições municipais. Com os votos dos sem-terra já foram eleitos vereadores nos municípios de Hulha Negra, Não-Me-Toque, Nova Santa Rita e Pontão. Nesta última também se conquistou a prefeitura.
Em seu segundo mandato, o prefeito de Pontão, Nelson José Grasselli (PT), orgulha-se de já ter espalhado escolas, estradas e redes de abastecimento de água em quase todos os assentamentos que abrigam 27% dos quatro mil habitantes do município. Em janeiro, depois de concluir seu segundo mandato, ele deve voltar a cuidar do lote de 20 hectares onde vive com a mulher e uma filha, num assentamento.
Para Grasselli, a participação nas eleições é resultado direto da política de formação de líderes do MST.
Em Não-Me-Toque, também no noroeste do Rio Grande do Sul, o vereador assentado é o José Vargas, do PC do B. Ele cultiva cana-de-açúcar, mandioca, batata e feijão num lote de 12 hectares, onde vive com a mulher e três filhos. Embora não seja vinculado formalmente ao MST, busca votos no movimento e apóia a ''justa luta pela terra''.

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