Assembléia vota hoje a
convocação de Requião
Arquivo FolhaRequião: análise sobre as finançasSalvo imprevisto de última hora, a Assembléia analisa hoje a convocação do senador Roberto Requião (PMDB) para, nos próximos dias, ir a plenário explicar as finanças do Paraná durante o seu governo (de janeiro de 1991 a abril de 1994).
Um requerimento apresentado ontem pelo líder do PMDB, Orlando Pessuti, e aderido por outros 18 deputados estaduais entra nas discussões de hoje. A sessão está marcada para as 10 horas.
A possibilidade do ex-governador falar sobre as finanças do Estado foi levantada pela primeira vez na semana passada pelo ‘‘Bloco dos 21’’ — aliados de Lerner que se rebelaram por conta da crise de caixa —, no auge da insurreição contra o governo do Paraná.
Pessuti assumiu o pedido de convocação de Roberto Requião. O deputado acredita que a ida do senador peemedebista ao plenário poderá ajudar a esclarecer a crise financeira que o Paraná atravessa atualmente. Para os governistas a convocação não passa de uma manobra da oposição para montar palanque para Requião.
Pessuti passou a noite de ontem buscando mais adesões. A oposição tem consciência que a trégua dada pelos rebelados ao Palácio Iguaçu compromete a aprovação do requerimento chamando o senador.
Valdir Rossoni (PTB), o líder do governo, disse ontem que não aceita discutir o assunto antes de Gionédis fazer a sua explanação. Já Pessuti acredita que o posicionamento do líder não tem qualquer fundamento e que o presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), deu sinal-verde.
Oito deputados considerados aliados do Palácio manifestaram apoio ao requerimento que abre a Assembléia para Requião. São eles: Beto Richa (PTB), Ricardo Chab (PTB), Luiz Carlos Zuk (PDT), Moysés Leônidas (PDT), Edson Praczyk (PL), Edno Guimarães (PSL), Divanir Braz Palma (PPB) e Chico Noroeste (PSC). Todos da base do governo Lerner no Legislativo. (L.D)

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