Curitiba - A Assembléia Legislativa recusou um projeto de lei que pretendia proibir apresentadores, diretores ou repórteres que tenham cargo eletivo, de secretários de Estado ou de Município, de receber verbas da Secretaria de Estado da Comunicação Social. O projeto, de autoria do deputado Marcelo Rangel (PPS), foi rejeitado por 19 votos contrários, 18 favoráveis e uma abstenção.
Segundo Rangel, só o fato do assunto ter sido colocado para votação já é uma vitória. Ele justifica que a discussão tem importância social e que o projeto pretendia corrigir o que ele considera uma ilegalidade. ''Você não pode ser representante do povo e funcionário do governo ao mesmo tempo. Como um parlamentar pode ser imparcial se ele recebe verbas publicitárias para seu programa?'', questionou.
Já o líder do governo na Assembléia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), classificou o projeto de lei como inconstitucional e causuístico, ao encaminhar a votação contrária ao projeto. ''Nós já temos uma legislação que garante o bem público e não podemos aprovar uma lei que pretende atingir um desafeto político'', afirmou. O projeto supostamente seria destinado a prejudicar o deputado Jocelito Canto (PTB) que apresenta um programa de rádio em Ponta Grossa.
Canto, que seria o principal alvo da proposta, foi favorável ao projeto, mas afinetou: ''Se for aprovado o projeto em primeira discussão, vou propor uma emenda para que a lei seja retroativa aos oito anos do Governo Lerner. Quem recebeu o dinheiro neste período deve devolver, ou seja, todo mundo, inclusive eu''.

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