Curitiba - Os deputados estaduais do Paraná esperam a decisão do Congresso Nacional sobre o reajuste dos salários dos parlamentares para saber como ficarão os seus vencimentos a partir do ano que vem. Isso porque o projeto aprovado às pressas na Assembléia Legislativa na semana passada determina que o salário dos deputados estaduais seja o correspondente a 75% do que receberão os deputados federais.
''Nós fixamos em percentagem, não em valor'', explica o deputado Nereu Moura (PMDB), 2º secretário da Assembléia. Assim, já está definido que os deputados do Paraná receberão como salário 75% do valor do que receberem os integrantes da Câmara Federal. Moura usa este argumento para isentar os deputados estaduais de qualquer responsabilidade sobre o reajuste de seus próprios salários.
''Há 50 anos que a Assembléia Legislativa do Paraná fixa o salário em 75% e nós sempre mantivemos a mesma linha'', declara. ''Nós não fizemos nada. Se for reclamar tem que reclamar dos deputados federais, porque nós não aumentamos os nossos salários.'' A Constituição, no entanto, define que o teto máximo do salário de um deputado estadual é de 75% dos vencimentos de um federal. Não afirma que este índice deve obrigatoriamente ser seguido.
A opinião de Moura é semelhante à do 1º vice-presidente da Assembléia, Pedro Ivo (PT), que presidiu a sessão em que o aumento foi aprovado. ''Vamos seguir o que a Câmara Federal definir. Será o percentual de 75% do que for aprovado pelos deputados federais'', disse.
O deputado Dobrandino Silva (PMDB), líder do governo na Assembléia, é outro que alega que o legislativo paranaense vai seguir o que definir o Congresso Nacional. Ele acredita, porém, que não será mantido o reajuste de 90,7% nos salários. ''Essa pressão popular deve reaver a decisão'', comentou.

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