Assembléia vai analisar pedido de perda de mandato
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de março de 2007
Rodrigo Lopes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente do PMDB no Paraná, Renato Adur, afirmou que o partido protocolou ontem um pedido para que a Assembléia Legislativa declare vago o cargo do deputado Geraldo Cartário, que deixou a legenda após eleito para se filiar ao PSDB. O partido se baseia em uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que considerou que os cargos de deputados federais, estaduais e vereadores pertencem aos partidos e não aos candidatos eleitos. O presidente da Assembléia, Nelson Justus (DEM), mobilizou o departamento jurídico da Casa para analisar todos os pedidos que possam surgir em decorrência do parecer do TSE. Além do PMDB, outro partido que pode solicitar a perda de mandato de um parlamentar é o DEM (antigo PFL).
Justus afirmou que deve responder o pedido ainda na semana que vem. ''Nosso departamento jurídico já está preparado para analisar a questão.'' Apesar de não querer adiantar o seu posicionamento, Justus disse concordar com a postura do TSE em relação à fidelidade partidária. ''O Brasil inteiro está mobilizado para este fato e é questão de tempo para que fique regulamentada a fidelidade partidária.''
Além do PMDB, que pede à Assembléia que dê posse ao suplente Jonas Guimarães no lugar de Cartário, o DEM também pode pedir a perda do mandato do deputado Fábio Camargo. Eleito pelo antigo PFL, há dois meses ele se filiou ao PTB. O vice-presidente estadual do DEM, o também deputado Durval Amaral, afirmou que a executiva do partido deve se reunir na próxima semana e, entre outros assuntos, vai discutir se pede ou não a vacância do cargo de Camargo.
Amaral, porém, levanta a hipótese de o DEM convidar Camargo para voltar à legenda. ''Vou fazer um apelo ao Fábio Camargo para que retorne ao partido. Essa é uma posição pessoal minha, falando como deputado e não como vice-presidente da executiva'', disse. ''Não vejo problemas em seu retorno, contanto que ele mantenha a linha do partido e acate nossas decisões'', completou. Esta semana, Camargo afirmou que, caso seja necessário, não vê problemas em voltar para seu antigo partido.


