Assembléia usa recesso para reformas
Leandro Donatti
De Curitiba
A Assembléia Legislativa do Paraná vai usar o recesso parlamentar, que vai de meados de dezembro a meados de fevereiro do ano que vem, para fazer uma reforma geral nos três prédios que integram o complexo do Poder Legislativo, no Centro Cívico, em Curitiba. A mesa executiva fecha na semana que vem um plano para a execução das obras que vão desde a pintura geral até o reforço de concreto. Hermas Brandão, secretário geral da Casa, cuida do cronograma. A Assembléia não tem ainda um levantamento total dos custos das obras. Hermas anunciou ontem que vai se valer de licitações e de cartas-convites para fazer os reparos.
De acordo com o deputado, as partes hidráulica e elétrica são as mais comprometidas atualmente. Está tudo podre, classificou. Para se ter uma idéia, quando queima uma lâmpada do plenário, temos de chamar o Corpo de Bombeiros para trocá-la. Tem goteira no plenário e esses dias uma lateral de vidro caiu com o vento. As galerias (que abrigam as pessoas que assistem às sessões) também precisam ser mexidas, emendou. Hermas disse que os custos serão bancados pela Assembléia. Temos dinheiro em haver do Poder Executivo. Dos R$ 90 milhões previstos em orçamento para o Legislativo, foram-nos repassado até o momento R$ 61 milhões, contabilizou. Mas o secretário não precisou o quanto vai gastar na reforma.
Na mesa de Hermas repousa um projeto de recuperação da sala da presidência, de Nelson Justus (PTB). O projeto arquitetônico está orçado em R$ 200 mil e contempla troca de carpetes, pintura e instalação de paredes fogoretardantes, alternadas com gesso e alumínio e com capacidade para absorver fogo em até 120 minutos. O secretário já avisou que vai rever os valores para a reforma não exceder R$ 40 mil. Em vez de luxo, queremos uma Assembléia funcional. Espaço para acomodar todo mundo tem, mas é mal usado, avaliou. A última megareforma de gabinete ocorrida na Assembléia foi autorizada por Aníbal Khury, meses antes da morte do presidente, no final de agosto deste ano. O gabinete da liderança do governo foi praticamente reconstruído. A obra custou R$ 50 mil.
Hermas informou que a Assembléia vai criar um espaço cultural na passarela que liga os dois prédios mais antigos do Poder Legislativo. A passarela será coberta. Um dos prédios, parcialmente recuperado depois do misterioso incêndio de 1994, vai centralizar a biblioteca e toda a parte administrativa da Casa. Cada andar tem 1.500 metros quadrados. Nos dois andares que já estão prontos, só faltam as divisórias. Faltam os outros (térreo e mais dois), aponta o secretário. Os gabinetes das lideranças dos partidos, atualmente dispersos, serão acomodados num mesmo espaço, de acordo com o projeto de remodelação em curso. O prédio mais recente, construído há cerca de dez anos, continuará concentrando todos os gabinetes dos 54 deputados.
Um controle de acesso, para impedir a entrada indiscriminada nos prédios, também faz parte dos planos. Precisamos saber quem entra e quem sai. Vamos implantar um sistema de crachás, diz Hermas. Sistema semelhante vigora no Palácio Iguaçu, a sede do Poder Executivo. Ali, as pessoas recebem um adesivo, com validade para o setor solicitado.Complexo de prédios do Legislativo está em petição de miséria, com goteiras e lâmpadas que precisam ser trocadas pelos bombeiros
Mauro FrassonURGÊNCIAFachada do prédio principal da AL, com reboco descascado. No detalhe, estado da fiação de um dos anexos





