Curitiba Esta semana é decisiva para a composição da chapa única que forma a mesa executiva da Assembléia Legislativa do Paraná. Nos bastidores, o primeiro escalão do Palácio Iguaçu se movimenta para acomodar seus aliados em cargos de destaque. No entanto, oficialmente, o governo nega interferência nas negociações. O governador Roberto Requião (PMDB) chegou a declarar aos deputados de sua base que prefere não participar das articulações.
Ontem, a discussão se concentrou na segunda vice-presidência e na segunda secretaria. Tradicionalmente, a secretaria fica com a oposição. Os governistas querem dar a segunda vice para o PDT, partido da oposição. Mas os pedetistas estão mais interessados na segunda secretaria.
O presidente da Casa e candidato à reeleição, Hermas Brandão (PSDB), conversou com o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, e com o líder do governo, Angelo Vanhoni (PT). Brandão trabalha para fechar uma chapa única até sexta-feira. A eleição está marcada para às 19h30 de sábado, dia 1º de fevereiro, logo após a cerimônia de posse dos 54 deputados estaduais eleitos em 6 de outubro.
Uma articulação tenta ainda colocar o deputado Geraldo Cartário, do PSL, como candidato à segunda secretaria. O mesmo posto vinha sendo cobiçado pelo atual primeiro secretário, Valdir Rossoni (PTB), também da oposição. Um peemedebista disse ontem à Folha que Rossoni teria desistido da briga, em favor de Cartário, mas a reportagem não conseguiu confirmar a possibilidade nem com Rossoni nem com sua assessoria.
Dos nove cargos que compõem a mesa, apenas três têm os candidatos definidos. Brandão na presidência, Natálio Stica (PT) na primeira vice-presidência, e Nereu Moura (PMDB) na primeira secretaria cargo que mais dá poder na Casa depois da presidência. Além do presidente, são três vice-presidentes e cinco secretários. Durante a tarde de ontem, os nomes dos deputados Edson Praczyck (PL), Arlete Caramês (PPS) e Reni Pereira (PSB) estavam sendo acomodados na chapa. Até o final da tarde, não havia uma definição.

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