Assembléia tem quase pronta chapa única para a Executiva
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba O presidente da Assembléia Legislativa e candidato à reeleição, deputado Hermas Brandão (PSDB), avançou ontem nas articulações e praticamente fechou a chapa única para a nova mesa executiva de 9 integrantes, com mandato de dois anos.
O único impasse está na 2 vice-presidência. Depois de horas de negociações, foi decidido que a vaga será do PDT, mas o partido ainda não indicou um nome. O PDT pode divulgar o nome do candidato hoje, apesar de o presidente estadual da legenda, Nelton Friedrich, acreditar que isso só deve ocorrer na sexta-feira. Três pedetistas estão no páreo: José Maria Ferreira, Vanderlei Iensen e Augustinho Zucchi. A bancada esteve reunida ontem com Brandão.
Dos 11 partidos com representação na AL, nove participam da chapa. PTB e PPB não foram incluídos. A 1 vice-presidência ficou nas mãos do PT, considerado o principal aliado do governador Roberto Requião (PMDB). A principal função do vice-presidente é substituir o presidente, em caso de viagens ou afastamentos.
A vereadora de Curitiba e deputada eleita Arlete Caramês (PPS), que assume no sábado seu primeiro mandato na Assembléia, ficará com a 3 vice-presidência. A 2 secretaria, conforme a tradição, ficou nas mãos da oposição. O deputado Geraldo Cartário (PSL) faz parte do bloco adversário do governo, junto com alas do PTB, PFL e PSDB. O atual 1º secretário, Valdir Rossoni (PTB), cedeu à pressão dos governistas que não o aceitavam na chapa e desistiu da disputa.
Já o PFL, que há duas semanas reivindicava a 2 secretaria, indicou o deputado Kiélse Crisóstomo para a 3 secretaria. Reni Pereira, do PSB, ficará na 4 secretaria. E o pastor Edson Praczyck responderá pela 5 e última secretaria. A eleição está marcada para este sábado, a partir das 19h30. A posse dos deputados acontece um pouco antes, às 16 horas, na AL.
A mesa executiva deve ter funções mais específicas. Nereu Moura, candidato à 1 secretaria, disse que o PMDB estuda uma nova reestruturação no Regimento Interno, para distribuir funções específicas a cada um dos nove cargos da mesa. A administração, na prática, está a cargo do presidente e do 1º secretário. A idéia do PMDB é dar uma função determinada para cada um dos três vice-presidentes e cada um dos cinco secretários.
O cargo que confere mais poder, depois da presidência, é a primeira secretaria, que cuida do orçamento e despesas administrativas. A segunda secretaria antes era responsável pela manutenção da frota de veículos, mas hoje essa função é de competência dos gabinetes.


