Curitiba - A Assembléia Legislativa do Paraná vai emendar o feriadão do Carnaval e retomar as atividades somente na segunda-feira, dia 18 de fevereiro, quando está programada uma sessão especial de instalação com os representantes dos três poderes. Os 54 deputados voltam ao trabalho, depois de quase dois meses de férias. Quatro projetos de peso, três de autoria do governo do Estado e um do Poder Judiciário, vão dar o tom dos trabalhos, além da campanha eleitoral. A maioria dos deputados é candidata à reeleição.
O presidente Hermas Brandão (PSDB), que viajou ontem para descansar no feriado, já passou as orientações. Entram em pauta prioritariamente a mensagem do governo que institui plano de saúde gratuito para os servidores públicos estaduais, a que formaliza a reforma administrativa anunciada no final do ano passado, e ainda a que incrementa em R$ 100,00 os salários dos servidores do quadro geral (leia mais no caderno Folha Cidade).
O anteprojeto elaborado pelo Tribunal de Justiça, que cria novo Código de Divisão e Organização Judiciárias, também passará pelo crivo dos deputados ainda em fevereiro, anunciou o presidente da Assembléia. Polêmico, por criar novos cartórios e cargos na estrutura judiciária, o anteprojeto tramita na Casa há meses, num processo intenso de negociação. Se aprovado, o anteprojeto vai trazer repercussões aos cofres públicos.
O governo do Estado não vai ter dificuldades para aprovar as mensagens na Assembléia. Apesar da oscilação de alguns parlamentares, que ora apóiam o governo e que ora trabalham contra, o governador Jaime Lerner (PFL) conta com a maioria dos deputados a seu favor. As mensagens do plano de saúde gratuito e do aumento salarial para o quadro geral, por exemplo, beneficiam diretamente a base aliada, na briga pelo voto do eleitor.
A oposição, entretanto, promete aprofundar as discussões. Deputados do PMDB, PTB e PDT passam os últimos dias do recesso analisando as informações repassadas pelo governo. Querem saber de onde vem o dinheiro para bancar o aumento salarial para o quadro geral, já que o discurso até o momento era que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impedia qualquer incremento. Outra dúvida diz respeito ao plano de saúde gratuito, anunciado justamente em ano eleitoral. O fim do Instituto de Previdência do Estado (IPE) e o repasse da responsabilidade para hospitais da rede privada estão deixando os deputados da oposição intrigados.

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