Assembléia rejeita pedidos de informação sobre a Copel
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segunda-feira, 04 de março de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O plenário da Assembléia Legislativa rejeitou ontem pedido de informações sobre o número de diretores e conselheiros que prestam serviço à Companhia Paranaense de Energia (Copel) e suas subsidiárias e a remuneração recebida por eles. O requerimento apresentado por ex-aliados do governo foi derrubado com uma diferença de apenas três votos: 17 a 14.
A liderança do governo orientou os deputados da base aliada a se posicionarem contra os questionamentos de Marcos Isfer e Cezar Silvestri, ambos do PPS. Foi aprovado apenas o requerimento solicitando informações sobre o valor dos gastos com as advisers, as empresas contratadas pelo Palácio Iguaçu para fazer a avaliação e modelagem da Copel para a venda.
A tentativa de privatização fracassou por falta de compradores, mas a bancada do PPS defende que é de interesse da população saber quanto os cofres públicos pagaram durante o processo. O requerimento aprovado será endereçado ao secretário da Fazenda e presidente da Copel, Ingo Hubert.
O conselho de administração da Copel tem nove integrantes. O presidente é Alex Beltrão, e o secretário executivo, Ingo Hubert. O conselho fiscal tem cinco membros efetivos e mais cinco suplentes. A diretoria conta com seis integrantes. A empresa não informa o valor dos salários.
As empresas contratadas pelo governo para fazer a avaliação e a modelagem receberam R$ 1,29 milhão pelo serviço prestado. O consórcio Diamante recebeu R$ 543 mil e o Booz Allen/Hamilton recebeu R$ 749 mil. O Diamante receberia mais 0,16% sobre o preço da venda, como comissão de êxito, o que não aconteceu por causa do cancelamento do leilão.


