Assembleia reconhece papel da FOLHA no desenvolvimento do PR
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terça-feira, 13 de novembro de 2018
Mariana Franco Ramos - Reportagem Local 

Curitiba - A FOLHA recebeu nesta segunda-feira (12), véspera de seu aniversário de 70 anos, um diploma de Menção Honrosa com votos de congratulações da AL (Assembleia Legislativa) do Paraná. Deputados estaduais destacaram o papel do jornal no desenvolvimento não só da cidade e da região Norte, mas de todo o Estado. O superintendente José Nicolás Mejía e a diretora Alessandra Andrade Vieira estiveram na solenidade, que contou ainda com as presenças da ex-governadora Emilia Belinati, representando a Fomento Paraná, e do ex-deputado Márcio Almeida.
"A FOLHA na verdade é um grande presente que a gente recebe. A importância que ela adquiriu ao longo dos anos é única. Tornou-se muito mais do que um jornal. Tem competência para disputar qualquer mercado jornalístico, em qualquer local hoje do nosso País, e não à toa é o maior jornal impresso do Estado, sediado no interior do Paraná, o que realmente é impressionante, pois se sustenta de forma efetiva e duradoura mesmo diante do cenário que a gente está atravessando, de crise nas mídias", destacou Tiago Amaral (PSB), propositor da honraria, ao lado de Tercílio Turini (PPS).
De acordo com ele, o veículo é um referencial. "Mas, mais do que isso, a FOLHA tem um papel diferente de todos os outros jornais que já vi: é a única que se apropria das pautas e das bandeiras importantes para o desenvolvimento humano, econômico e social da sua região, da sua cidade e do Estado. Cria eventos, constrói estruturas e participa de frentes que debatem e buscam justamente a realização de obras, de investimentos importantes. Tem como grande exemplo de pauta ativa, não apenas informativa, o Encontros Folha, uma referência em termos de discussões importantes para a nossa cidade", completou.
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Na avaliação de Turini, a história da FOLHA se confunde com a própria história de Londrina, que no dia 10 de dezembro completa 84 anos. "É um momento histórico, especial para a FOLHA, para todos os colaboradores - estava vendo pelo vídeo a figura do Oswaldo Militão, que há décadas a população acompanha (?) Esses 70 anos são de uma importância para o desenvolvimento da cidade extraordinária. Além de tudo, a FOLHA é porta-voz das pessoas que às vezes estão na periferia e têm um problema com a rede de esgoto, o asfalto e o posto de saúde", afirmou.
O político do PPS também destacou a participação do jornal em questões como o fortalecimento da UEL (Universidade Estadual de Londrina) e a criação do Iapar e da Embrapa. "É um orgulho para todos nós. Eu, particularmente, que não nasci em Londrina, mas cheguei em Londrina em 1947, ainda criança, já na minha adolescência, como estudante, lia a FOLHA. Era um dos poucos jornais do Brasil que tinham coragem de dar manifestação contrária à Ditadura Militar. E sempre esteve junto aos movimentos contra a corrupção", recordou.
COMPROMISSO
Em seu discurso da tribuna, José Nicolás Mejía disse ser uma honra dar continuidade ao trabalho iniciado por João Milanez, que em 1948 "corajosamente colocou na rua a primeira edição da Folha de Londrina". Lembrou, ainda, da importância do ex-senador José Eduardo de Andrade Vieira, primeiro como acionista do jornal, no início da década de 1990, e depois como superintendente.
"Se não fosse pelo trabalho deles, não seria possível hoje estarmos aqui. Para mim e para a Alessandra é uma honra poder dar continuidade ao trabalho tão importante que realizaram estas duas grandes personalidades".
O superintendente se comprometeu a seguir fazendo um jornalismo sério, independente e construtivo, que destaque o que deve ser melhorado, ao mesmo tempo em que ressalte as coisas positivas. "A imprensa moderna precisa continuar cobrando, mas também apoiar e ressaltar o que vem avançando e dando resultados". Segundo ele, é papel da imprensa fazer a curadoria da informação, de forma que a população geral possa ter uma fonte confiável, com credibilidade, para tomar suas decisões de forma correta.
Para Mejía, a incidência de "fake news" torna ainda mais necessária a realização desse tipo de jornalismo, sério e comprometido. "Hoje a gente vê, principalmente nas redes sociais, que grande percentual das notícias que por aí circulam é falsa. E a gente tem de fazer não só a curadoria, mas a parte educacional. Cada um que repassa um tipo de informação sem certeza da fonte, de credibilidade, comete um erro muito grande. Procuremos fontes sérias, que confiemos, para então poder disseminar e divulgar. A gente como Grupo Folha fez um primeiro projeto educacional sobre 'fake news' em diferentes escolas e universidades, e nosso objetivo é buscar essa conscientização". Nesta terça (13), a Câmara Municipal de Londrina homenageará a FOLHA com o diploma de reconhecimento público, em sessão que começa às 14h30.


