Leandro Donatti
De Curitiba
A mesa executiva da Assembléia Legislativa promete anunciar hoje medidas para estancar as suspeitas de envolvimento de deputados no escândalo de Londrina, levantadas na semana passada. O presidente da Casa, Nelson Justus (PTB), passou à tarde reunido com advogados para esboçar uma estratégia. O objetivo é resguardar a imagem do Poder Legislativo, exposta até pela mídia nacional. À noite, Justus se encontraria com o primeiro-secretário Hermas Brandão (PTB) e com o líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), para definir a ação.
Justus foi cobrado ontem por diversos parlamentares, indignados com a versão que corre pelos bastidores, de que alguns receberam dinheiro para desmobilizar a CPI que investigaria operação entre Copel e Sercomtel. A operação faria parte do esquema de irregularidades, tido como o mais escabroso da história de Londrina. Justus pediu calma e o bom senso dos deputados. ‘‘A mesa está tomando as providências efetivas. Essas acusações não podem macular este poder. Não posso permitir que manchem a imagem desta Casa. A Assembléia do Paraná não se vê envolvida num escândalo há anos’’, assinalou.
Justus não quis adiantar o que pretende fazer. A Folha apurou que uma das possibilidades é a Assembléia requisitar informações junto ao Ministério Público de Londrina, para saber se há mesmo a desconfiança de que R$ 3,4 milhões dos cofres municipais foram desviados para quatro empresas fantasmas, para pagar deputados pelo desmonte da CPI. O presidente falou pela manhã com Lerner, no Palácio Iguaçu, sobre o assunto. Disse ao governador que os deputados estaduais não ficarão inertes diante da suspeita levantada.

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