As CPIs do Narcotráfico e as comissões que investigam irregularidades na comercialização de combustíveis e medicamentos, e a cartelização do setor de supermercados terão mais 60 dias para encerrar seus trabalhos na Assembléia Legislativa do Paraná. Das cinco comissões instaladas na Assembléia desde meados de abril, apenas a que investigou o roubo e desvio de cargas no Estado apresentará seu relatório final na semana que vem. ‘‘Aqui as CPIs não terminaram em pizza. Os deputados que integraram as comissões fizeram um trabalho sério e não houve caráter eleitoreiro’’, elogiou o presidente da Assembléia, Nelson Justus (PTB).
Ele disse que ‘‘vê com bons olhos’’ a prorrogação dos trabalhos. Ontem encerrou o prazo regimental de 120 dias para que todas CPIs apresentassem os resultados de suas averiguações. Mas somente os deputados que integram a CPI do Narcotráfico divulgaram um relatório parcial das atividades dos últimos quatro meses.
A bancada de oposição votou em bloco contra a prorrogação das CPIs e vai aproveitar o fim da CPI do roubo de cargas para tentar criar uma comissão para investigar a cobrança de pedágio nas rodovias do Estado. O regimento interno da Assembléia determina que apenas cinco CPIs podem ter andamento simultâneo no Poder Legislativo.
Um projeto de lei – de autoria do deputado Péricles Melllo (PT) – pedindo a criação da CPI do Pedágio já está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ontem o relator Antonio Carlos Belinati (sem partido) deu parecer contrário ao projeto, mas ele foi remetido de volta ao autor porque a bancada de sustentação ao governador Jaime Lerner (PFL) alegou que o texto da mensagem não trazia informações suficientes sobre o funcionamento da comissão. A intenção de criar uma nova CPI foi bombardeada pelo líder do governo, Valdir Rossoni (PTB). ‘‘Para que CPI, se nós (o governo) estamos dispostos a prestar informações a qualquer momento?’’, questionou. (R.B.N.)

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