Assembléia não faz andar comissões de investigação
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terça-feira, 30 de outubro de 2001
Maria Duarte<br> De Curitiba 
Quatro CPIs e uma CEI da Assembléia Legislativa do Paraná - que investiga denúncias de desvios de recursos pelo ex-secretário de Fazenda de Maringá Luis Antônio Paolicchi, preso desde dezembro de 2000 - praticamente não têm realizado trabalhos. As quatro CPIs, propostas pelos governistas, foram instaladas há cerca de um mês.
A CPI que investiga as obras paralisadas do Fórum de Curitiba, por exemplo, começou a tomar depoimentos. Mas a CPI que apura denúncias de desvio de dinheiro no MST não iniciou as atividades. Seu presidente, Divanir Braz Palma (PFL), disse que pretende começar as reuniões após os feriados. ''Vamos trabalhar somente em cima de provas. A comissão não servirá de palanque, porque o MST é um movimento legítimo'', disse.
As outras duas comissões investigam derramamentos de óleo no Rio Iguaçu e acidentes envolvendo a ALL, que administra a malha ferroviária no Sul do País. As quatro têm 120 dias (prorrogáveis) para trabalhar. A oposição critica as comissões, classificando-as de ''laranjas''. As quatro foram criadas para impedir a instalação de duas outras da oposição: para investigar o pedágio e para apurar os Jogos Mundiais da Natureza, realizados pelo governo em 1997. As duas CPIs aguardam na fila para serem instaladas.
Apenas cinco CPIs podem funcionar simultaneamente. A quinta é a CPI da Telefonia - que estava realizando sessões todas as semanas, desde que foi instalada, em abril - mas a comissão foi cancelada, duas vezes, pela Justiça.
A inoperância da CEI é mais antiga. Criada no início do ano, não realiza sessões há mais de seis meses. Segundo o presidente Hermes Fonseca (PT), a comissão está em ''stand by'' porque o MP já está investigando o caso. ''O MP tem mais instrumentos e poder do que nós''. Hermes considerou um erro criar uma CEI ao invés de uma CPI. A CEI não tem poder de convocar depoentes. ''Convidamos o Paolicchi para depor, mas ele não quis''.


