Assembléia não
deve registrar
novas mudanças
Aparentemente, a Assembléia Legislativa já encerrou o período de troca-troca partidário. Nove dos 54 deputados mudaram de sigla nos últimos meses. A dança foi antecipada por alguns desentendimentos internos e bastou a posse dos deputados, em fevereiro, para ser desencadeada. Trocaram de sigla: Luiz Carlos Martins (PFL por PSL), Tiago Amorim de Novaes (PPB por PTB), Chico Noroeste (PSC por PFL), Geraldo Cartário (PFL por PL e depois por PSL), Edno Guimarães (PFL por PL por PSL), Hidekazu Takayama (PFL por PST), Divanir Braz Palma (PPB por PL por PST) e Neivo Beraldin (PPB por PSDB). O suplente Albanor Gomes saiu do PTB rumo ao PSDB semanas antes de assumir cadeira do deputado-licenciado Marcos Isfer (PFL).
Ameaçaram publicamente trocar de partido, mas recuaram de última hora: os deputados Edson Strapasson (do PMDB para o PPS), Luiz Carlos Alborghetti (do PFL para o PTB), Serafina Carrilho (do PSDB para o PFL), e Beto Richa (do PTB para o PSDB). A quase totalidade das alterações promovidas na Assembléia foi engendrada pelos deputados que estão de olho nas eleições municipais de 2000.
Na Câmara Federal, o caso mais recente de troca partidária, motivada pela disputa municipal, foi o de Alex Canziani. O ex-secretário do Trabalho de Lerner deixou o PFL para filiar-se ao PSDB.
Dentre os prefeitos dos oito principais colégios eleitorais, apenas dois mudaram de sigla embalados pela legislação. Antonio Belinati, sem partido durante meses, filiou-se no PFL para concorrer à reeleição em Londrina. E Jocelito Canto, de Ponta Grossa, retornou ao PSDB. (L.D.)

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