O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu ontem à tarde o quarto mandado de busca e apreensão concedido pela juíza da 3 Vara Criminal, na última sexta-feira, em estabelecimentos de propriedade do vereador afastado, Renato Araújo (PP). A medida visa buscar indícios materiais do ''mensalinho'' da TCGL - repasse mensal de R$ 1,6 mil que a empresa faria a vereadores. Três mandados foram cumpridos na sexta-feira e resultaram na apreensão de diversas agendas e documentos. Ontem, o Gaeco levou do cartório do vereador, em Tamarana, um computador. Os objetos deverão passar por perícia a partir de hoje.
No depoimento do ex-vereador Orlando Bonilha ao Gaeco, na semana passada, ele citou Renato Araújo como um dos vereadores que recebia o ''mensalinho'' da TCGL e repassava aos colegas. Bonilha disse também que Araújo pode ter anotado os nomes dos beneficários e os valores recebidos em uma agenda particular.
Renato Araújo recebeu a FOLHA ontem logo após a saída dos agentes do Gaeco. De acordo com ele, o computador contém apenas informações pessoais ligadas ao seu trabalho como cartorário. ''Podem levar porque não vão encontrar nada'', minimizou.
O delegado do Gaeco, Alan Flore, que recebeu os materiais apreendidos, não foi localizado pela FOLHA após o cumprimento do mandado de busca e apreensão.

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