Assembleia gaúcha instala CPI para investigar Yeda
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Elder Ogliari<br>Agência Estado 
Porto Alegre - O presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Pavan (PP), aceitou o requerimento feito por 39 dos 55 deputados estaduais e autorizou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção em órgãos do governo do Rio Grande do Sul. A decisão foi anunciada ontem, depois de consultas à procuradoria da Casa, e será publicada na próxima segunda-feira. A partir de então os partidos terão o prazo de cinco dias para indicar seus representantes e de mais três para abrir os trabalhos, o que deve acontecer na última semana de agosto.
Esta será a terceira CPI que o governo de Yeda Crusius (PSDB) vai enfrentar. Em 2007 os deputados investigaram a formação dos preços de pedágios e o programa de concessão rodoviária. Em 2008 analisaram a fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran entre 2003 e 2007. E agora vão procurar as conexões políticas que permitiram tanto as irregularidades do Detran quanto as descobertas na Operação Solidária, da Polícia Federal, que investiga favorecimentos em licitações de serviços e obras públicas.
O documento que servirá de base para a nova CPI são as 1.238 páginas de uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal contra Yeda e outros oito agentes públicos, a quem os promotores acusam de terem se beneficiado de fraudes.
Apesar de festejada pela oposição, a CPI vai começar com uma base governista maior e mais coesa. Desta vez a bancada favorável a Yeda tem oito votos, do PSDB (2), PMDB (2), PP (2), PPS (1) e PTB (1), enquanto a oposição fica com os quatro do PT (2), PDT (1) e DEM (1). Como o PSDB, o PMDB e o PP têm quadros importantes entre os acusados pelo MPF é provável que votem juntos, porque entendem que a inicial da ação está baseada em diálogos de terceiros e não em provas contra os supostos envolvidos.


